22.09.10. Produtora de papel apresenta projetos para quatro cidades.
A Klabin, maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do país, está revendo para cima os planos de investimentos em Santa Catarina. A empresa conta com cinco unidades no Estado — duas em Lages, uma em Correia Pinto, uma em Otacílio Costa e uma em Itajaí.
Neste ano, a produtora havia anunciado que o único investimento seria uma caldeira de biomassa na fábrica de Otacílio Costa, além de serviços rotineiros de manutenção. A um custo de R$ 35 milhões, a caldeira, com capacidade de gerar 50 toneladas/hora de vapor, deve entrar em operação no fim do ano e vai reduzir os gastos com energia. A empresa economizará R$ 15 milhões por ano ao substituir o óleo combustível pela biomassa, obtida com a madeira da própria região.
Agora, a empresa anuncia novos projetos. Também para Otacílio Costa, onde são produzidas 370 mil toneladas por ano de papel para caixas de papelão, está aprovada uma reforma no sistema de evaporação. O investimento de R$ 52 milhões deve começar neste ano.
Em Correia Pinto, onde tem 380 funcionários e produz 160 mil toneladas por ano de celulose, a Klabin finaliza estudos para também implantar uma nova caldeira de biomassa.
Em Lages, onde tem 900 funcionários e produz 68 milhões de sacos industriais por mês, a empresa passou a operar em agosto com uma nova linha de fabricação.
Em Itajaí, unidade com 350 colaboradores e que produz 55 mil toneladas por ano de caixas de papelão, serão instaladas, no início de 2011, novas impressoras, que devem gerar ganho de 10% na produção.
Manutenção
A fábrica de Otacílio Costa passou também, neste mês, pela parada geral para manutenção em seus equipamentos. A operação é feita anualmente, e neste ano durou 10 dias, envolveu 2,2 mil trabalhadores terceirizados e um investimento de R$ 17 milhões.
O diretor industrial da Klabin, Sadi Carlos de Oliveira, diz que os investimentos em andamento buscam reduzir custos operacionais.
— Principalmente aqueles ligados à redução da dependência do óleo combustível, possibilitando sustentar nossa competitividade — destaca.
Diante do bom momento da economia brasileira, ele diz que as perspectivas da Klabin são promissoras.
— O ritmo de aquecimento da economia brasileira tem garantido o bom desempenho da demanda dos bens de consumo duráveis e não duráveis. E a empresa desenvolveu novos mercados, ampliou sua base de clientes e aproveitou para entrar em mercados que buscavam novas soluções em um momento de crise.
Organizada em quatro unidades de negócios — florestal, papéis, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais —, a empresa encerrou o primeiro semestre deste ano com um lucro líquido acumulado em R$ 80 milhões.
clicrbs.com.br








