27.08.10. O governo de Manica autorizou a concessão de 220 mil hectares à empresa
portuguesa Portucel, para produzir papel, mas mais da metade da área foi
reprovada pela população, disse hoje (sexta-feira) à Lusa fonte governamental.
No estudo de viabilidade o grupo Portucel/Soporcel havia identificado as áreas em cinco distritos da província, mas nas consultas comunitárias várias parcelas foram reprovadas, o que fez com que novos estudos fossem desenvolvidos em novas áreas.
"Das parcelas anteriormente definidas pela empresa (Portucel) que perfaziam o total dos 220 mil hectares, apenas 80 mil estavam disponíveis e as restantes foram reprovadas pela população no ato das consultas comunitárias", explicou hoje à Agência Lusa Lázaro Gumende, chefe dos serviços de Geografia e Cadastro, ligado a agricultura.
Das áreas reprovadas fazem parte zonas densamente povoadas, além de que têm potencialidade em produção agrícola e pecuária e são objecto de vários projectos de financiamento a iniciativas locais que estão a ser desenvolvidos nas regiões.
A empresa pretende povoar com eucaliptos os distritos de Mossurize, Sussundenga, Gondola, Manica e Barue, num total de 26 blocos (numa extensão de 150 mil hectares). Os restantes 70 mil serão para infra-estruturas.
"Haveria incongruência na ocupação das áreas ora reprovadas pela população, mas a empresa está a encontrar novas áreas para desenvolver o projecto (actualmente já tem 105 mil hectares disponíveis faltando os remanescentes 115) que será bem-vindo para a província", frisou Lázaro Gumende.
A empresa vai investir cerca de 2,3 mil milhões de dólares (1,8 mil
milhões de euros) na produção de pasta de papel em Moçambique. Na província de
Manica, centro, localiza-se a maior concessão.
O outro investimento será na província da Zambézia onde tem uma concessão de 173 mil hectares.
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