02.11.09. Autoridades ambientais
uruguaias disseram que a Argentina "manipulou dados" e "adulterou
documentos" frente ao Tribunal de Haia, que julga a disputa causada
entre os dois países com a instalação de uma fábrica de celulose sobre o
Rio Uruguai, na fronteira bilateral.
De acordo com informações do
jornal El País, a denúncia foi feita pela Direção Nacional do Meio
Ambiente à comissão de acompanhamento do caso, que se reuniu na última
quinta-feira em Rio Negro -- localidade onde a indústria está
instalada.
A nota da Direção -- elaborada pela defesa uruguaia -- diz
que a Argentina recorreu a "afirmações contraditórias com a realidade,
distorceu e manipulou dados, adulterou documentos e, inclusive,
infringiu o regulamento da própria Corte" de Haia.
A fábrica de
celulose, da empresa finlandesa Botnia, começou a operar em novembro de
2007 e é motivo de um conflito diplomático entre os países
vizinhos.
A Argentina alega que as operações da indústria
contaminarão o Rio Uruguai. Há mais de três anos, ambientalistas e
moradores da região bloqueiam a ponte internacional General San Martín,
que liga as duas nações.
O caso foi levado à Corte Internacional de
Haia e as audiências aconteceram entre 14 de setembro e 2 de outubro. A
decisão do tribunal é esperada para o início de 2010.
Em 9 de novembro a planta da Botnia completará dois anos de funcionamento com a expectativa de uma produção de dois milhões de toneladas de pasta de celulose, que são exportadas para Ásia e Europa.
Fuente: Ansa Latina








